sábado, 1 de agosto de 2009

Testamento


Certo dia comecei a pensar na morte. Realmente é uma coisa estranha de se pensar, as pessoas costumam pensar na vida, mas a minha anda tão monótona. Então resolvi parar de pensar nela por alguns instantes e passei a direcionar meus pensamentos na morte. Na verdade, em que irei deixar para os meus amigos e familiares depois dela.

Após certo tempo, percebi que as coisas materiais são tão fúteis. Bom mesmo seria se pudéssemos deixar nossas qualidades e, por vezes, nossos defeitos. Seria um testamento bem diferente, o testamento da personalidade.

Imaginemos...

Eu, Marina Lacerda, após a minha morte gostaria de deixar para o meu irmão Marcelus a minha criatividade, para ele não passar horas em uma folha de papel em branco tentando escrever algo realmente bom; para o meu pai deixarei minha sinceridade, só assim ele não vai dizer a mais ninguém que chegará em vinte minutos e só aparecesse uma hora depois; minha perseverança iria ficar para Marcus, para ele não deixar nada por fazer; sem entrar em detalhes, para Nylle, deixaria minha lealdade; tia Leda ficaria com todo o meu carinho, não que o dela não seja suficiente, mas para ela sempre ter o meu; para dar um fora em quem precisa, aumentar a voz quando necessário e não abaixar a cabeça, Paulinha ficaria com o meu atrevimento; confesso que fiquei em duvida entre Bianca e tia Lala, não sabia qual delas mais precisava da minha discrição, por ser “pirua-mor” tia Lada ganhou; por sempre adimirá-la, para Emerson deixarei minha alegria; por ‘n’ motivos, sem duvida alguma, Raquel ficaria com a minha auto-estima; para não ter mais medo do escuro, Andréa ficará com minha coragem; minha esperteza será deixada para Camila, ela vai precisar em certas horas; a pouca paciência existente em mim deixarei para Bia, qualquer gota de paciência a mais fará grande diferença p ela; meu otimismo ficará com tia Dinha, afinal, nada de ruim vai acontecer com seus filhos quando estes não estão na barra da sua saia; Brendinha vai ficar com a minha disposição, apenas assim ela vai para a escola/faculdade/emprego todos os dias; minha curiosidade deixarei para tia Ruthinha, para que ela possa mexer no que não sabe e assim aprender como funcionam determinadas coisas; Laurinha ficará com a minha obediência, escutar os pais na maioria das vezes é bom; a pouca humildade que possuo deixarei para tia Mere, ter orgulho na medida certa é o ideal; para fializar, levarei comigo minha memória, para sempre lembrar dessas pessoas especiais que fizeram parte da minha vida.



Marina Lacerda