
Desde que o mundo é mundo esse ato está presente em todos os seres humanos.
Deixe-me destruir uma utopia de ‘apreconceito’ (um pequeno neologismo da minha parte): Com a condição de que existem seres humanos, sempre existirá o degradante ato discriminatório.
Você é muito alto? Muito baixo? Talvez seja gordo, ou até mesmo magro? Sua religião é o candomblé? Umbanda? Católica? Evangélica? Você é Negro? Asiático? Mulher? É pobre? Um tanto gago, quem sabe? É feio? Bonito? (Sim! Até para os bonitos o preconceito existe!) Enfim, o que não falta são categorias para que uma pessoa sofra preconceito por ser o que é.
A modinha agora é preconceito sexual.
Eu sou heterossexual. Mas me diga uma coisa, isso desde quando é da sua conta? Será que é tão importante para você o que me dar prazer, como eu decido e com quem eu escolho viver minha vida? É muita preocupação com a vida dos outros para a minha pouca paciência!
Os homossexuais é um grupo que sofre muito com isso. E foi por conta deles que resolvi escrever hoje. Porque o engraçado de tudo isso (se é que essa história pode ter alguma graça) é que as próprias pessoas que reclamam do preconceito não assumem, e às vezes nem enxergam, o próprio preconceito!
Exemplificarei o que estou querendo dizer.
Além de ser heterossexual, como já citei acima, eu tenho meus princípios voltados para o cristianismo. Vez ou outra eu frequento alguma igreja evangélica, mas não faço parte de nenhuma. Evangélico sofre bastante preconceito, e de todas as partes. Por ter meus princípios voltados para tal lado, sabe de quem eu mais recebo discriminação? Dos homossexuais. Desses mesmos homossexuais que gritam aos quatro ventos que estão cansados de tanta discriminação. Isso é um tanto contraditório.
Se cada um tomasse conta da sua vida e as conversas sobre temas tão polêmicos (religião, futebol, política, orientação sexuais e afins) fossem praticadas com educação e respeito... Tudo seria bem diferente. Engraçado que, assim como o preconceito, esse ‘se’ sempre existirá.