segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Eu Ainda Quero


Estava xeretando o meu computador quando encontrei um texto que escrevi em 2009. Na época postei o tal texto aqui, o título é ‘Eu Queria...’. É incrível como as nossas ideias, nossos pensamentos, as coisas que desejamos... É incrível como isso tudo passa por mudanças o tempo todo. É bem verdade que a essência é a mesma, mas as mudanças existem e, dependendo, elas são muito bem-vindas.

O fato é que quando li esse texto hoje percebi algumas mudanças na minha maneira de pensar, então resolvi refazê-lo.

Eu Ainda Quero...

Eu ainda quero ter um carro, um Cross Fox amarelo, para com ele viajar por essas estradas conhecendo o meu Nordeste.

Eu queria, quando criança, ter uma casa na árvore. Hoje meu sonho ainda é ter um apartamento em frente ao Parque da Jaqueira. Mas eu ficaria bem contente com um apartamento só meu em qualquer lugar não muito perigoso e nem muito longe.

Eu ainda quero saltar de pára-quedas, escalar montanhas, fazer trilhas e pular de uma ponte bem alta (Bungee jump). Acrescento a isso, quero surfar, voar de asa-delta, esquiar e mergulhar nesse oceano azulão, uma das criações mais lindas de Deus.

Eu ainda quero ser magra e comer tudo de gostoso que existe!

Eu, graças a Deus, já passei no vestibular. No entanto, ainda quero terminar a faculdade, passar na prova da OAB e ter um emprego muito bom.

Eu ainda quero ser jornalista, juíza, fotografa e atriz.

Eu ainda quero não trabalhar e ter muito dinheiro.

Óh Deus, eu ainda quero muito ler todos os livros maravilhosos que já escreveram.

E sim, eu ainda quero imensamente escrever um livro. Quem sabe no futuro, não é?!

Eu desisti de aprender matemática além das quatro operações e porcentagem e, meu Deus, como alguém consegue entender a física? Eu desisti dela também. Mas, eu ainda quero tomar um comprimido e saber tudo de inglês.

Eu ainda quero, mas será que ainda tem como mudar o mundo pra melhor? Porque mudá-lo para pior a mídia vem me mostrando dia após dia que isso é até muito simples de se conseguir.

Eu ainda adoraria conseguir voar.

Eu não acredito que um dia eu quis casar ‘com o grande amor da minha vida’ e blábláblá.

Eu ainda pegaria o Malvino Salvador. Porém, nada como tirar várias casquinhas do Domingos Montagner.

Ter a capacidade de ler os pensamentos dos outros é incrível, no entanto é muito perigoso. Mesmo assim, ainda quero ler.

Eu ainda quero conhecer esse mundão todo de meu Deus.

Eu ainda quero muita coisa que queria antes, quero coisas novas e no futuro irei querer mais e mais coisas. Porque é assim que sou, é assim que todos nós somos e se um falar que não quer mais nada da vida ou ele mente ou ele é um louco. Entretanto, uma coisa jamais mudará para mim. Eu ainda quero, e sempre vou querer estar com ela.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Pedinte

É bem certo que eu não escrevo aqui há muito tempo e de lá pra cá aconteceram muitas coisas na minha vida, mas por algum motivo, seja por falta de tempo, por falta de vontade ou por falta de inspiração, nenhum dos acontecimentos me fizeram lembrar que eu tenho um blog. Até que...

Na quarta-feira, dia primeiro de junho de 2011, estava eu na parada de ônibus da Av. Conde da Boa Vista no Recife, a parada que fica em frente ao curso de inglês da Transworld. Era mais ou menos 13h, eu estava voltando da faculdade, por coincidência total com uma pasta do curso de inglês acima citado, curso este que fiz em janeiro desse mesmo ano, a espera do segundo ônibus para voltar ao meu lar, quando eis que surge um pedinte!

Certo! Concordo que coisa mais normal é ver um pedinte nas ruas do Recife, mas esse não era qualquer pedinte! Não mesmo. Depois de pegar alguns trocados que a senhora ao meu lado ofereceu, este senhor se referiu a mim querendo a mesma coisa. De uma forma muito educada olhou para a minha pasta e perguntou se eu sabia falar inglês. Disse-lhe que ainda estava no básico e na mesma hora ele passou a utilizar a língua falada pelos estadunidenses.

Às pessoas ao redor, assim como eu, ficaram chocadas como o diálogo inicialmente normal e cotidiano passou a um nível que menos da metade os brasileiros entendem! E ai foi uma conversa rápida onde, entre outras coisas, ele contou que estuda a língua sozinho, porém tem uma ajuda da igreja dos Mórmon.

Isso me fez lembrar, além do fato de eu ter um blog, que existe uma comunidade do Orkut “Nos EUA, até mendigo fala inglês”.

Sintam-se orgulhosos brasileiros, em Recife isso também pode acontecer!